
Apresentada na última quarta-feira (20) ao Congresso Nacional, a reforma da Previdência dos militares veio a público acompanhada de uma enxurrada de críticas, inclusive do próprio partido do presidente Jair Bolsonaro, o PSL. Isso por que, além do projeto, foi protocolado o texto de restruturação de carreira, uma contrapartida considerada generosa e que não foi concedida às demais categorias. Com isso, a economia para os próximos dez anos, calculada em R$ 97,3 bilhões, passou para pouco mais de R$ 10 bilhões na próxima década. A tramitação da reforma da Previdência também já sofre com os efeitos da medida. Segundo informou "O Globo", a escolha do relator do texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), primeira etapa do processo, estava marcada para esta quinta-feira, mas foi adiada até que a equipe econômica vá ao Congresso dar explicações aos deputados. Em entrevista ao Instituto Millenium, o cientista político Leonardo Paz Neves salienta que as mudanças para os militares dificultam a aprovação do texto geral do projeto, voltado para os civis.