
Em meio a discussões pouco criteriosas sobre os rumos da economia brasileira, alguns candidatos à Presidência têm feito duras críticas à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabeleceu um teto para o crescimento dos gastos públicos. O mecanismo foi aprovado em 2016 como um dos principais instrumentos para ajudar a recuperar o equilíbrio fiscal do país. Em entrevista ao Instituto Millenium, o professor de Economia da FGV Samuel Pessôa explica quais são os efeitos desta medida e desmistifica a ideia de que o corte de gastos prejudica o acesso a direitos da população: "A ideia da emenda é melhorar a gestão das contas públicas exatamente para que se tenha dinheiro para os serviços públicos", afirma.