
No dia 3 de novembro de 1999, o Brasil se sentiu mais americano. E não foi pelo melhor dos motivos. Naquela noite, Mateus da Costa Meira, com apenas 24 anos, disparou contra a plateia que assistia ao filme “O Clube da Luta”, em um dos shoppings mais conhecidos de São Paulo. Pela primeira vez, os brasileiros entendiam o que significava de fato a expressão matador em série. O "atirador do shopping”, como Mateus ficou rapidamente famoso, não era apenas uma matéria no Jornal Nacional sobre algum desconhecido em uma cidade longe nos Estados Unidos e sem qualquer referência para nós. Não. Aquele crime era local, tinha acontecido no nosso quintal, e colocou várias pautas para serem descobertas e discutidas por todos como armas ilegais e esquizofrenia.