
Mais de 30 milhões de crianças brasileiras estão expostas a dois ou mais riscos climáticos, cenário que se agrava com o avanço do El Niño, apontado como um dos mais intensos desde 1950. Uma análise inédita do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF, na sigla em inglês) detalha como secas, ondas de calor, queimadas, temporais e enchentes afetam a vida infantil da saúde à educação, violando direitos fundamentais. Por estar em fase de desenvolvimento, as crianças são biologicamente mais vulneráveis à desidratação, à fumaça e a doenças, o que aprofunda as desigualdades sociais e exige com urgência planos de adaptação voltados para a infância, além do fortalecimento de cuidados preventivos por parte das famílias. Quais os riscos das mudanças climáticas à saúde das crianças? Para discutir o assunto, convidamos Danilo Moura, especialista em clima e meio ambiente do UNICEF no Brasil; e Rinaldo Tavares, presidente do Departamento Científico de Toxicologia e Saúde Ambiental da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.