
A edição do Jornal Jovem Pan desta segunda-feira (05) reúne os principais destaques do Brasil e do mundo. Nicolás Maduro compareceu pela primeira vez a um tribunal federal em Manhattan, em Nova York, nesta segunda-feira. Durante a audiência de custódia, o ex-presidente venezuelano declarou-se inocente das acusações de narcoterrorismo, afirmou ser um “prisioneiro de guerra” e disse ter sido sequestrado por forças americanas. Sua esposa, Cilia Flores, também se declarou “completamente inocente”. O juiz Alvin Hellerstein marcou a próxima sessão para março, enquanto Maduro segue detido em uma unidade federal. Na Venezuela, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu oficialmente a presidência interina, após decisão da Suprema Corte venezuelana, que estabeleceu um prazo de 90 dias para o governo de transição depois da captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. Em discurso, Delcy afirmou que dará continuidade ao projeto bolivariano durante o período de vacância. A jornalista Dora Kramer analisa os impactos jurídicos da medida e o isolamento internacional do regime chavista. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve diálogo com Delcy Rodríguez para tratar da crise política e da segurança na fronteira. Segundo o Palácio do Planalto, o contato teve como objetivo obter informações diretas sobre a situação institucional do país vizinho. O Itamaraty formalizou o reconhecimento de Delcy como autoridade máxima temporária, com base na linha sucessória prevista na Constituição venezuelana, ao mesmo tempo em que o Brasil condena a intervenção militar dos EUA na ONU. Reportagem de Igor Damasceno. Pesquisa do The Washington Post mostra que a sociedade americana está dividida sobre a operação militar que resultou na captura de Maduro. Cerca de 40% dos entrevistados aprovam a ação de Donald Trump, enquanto uma parcela significativa demonstra preocupação com o envolvimento dos Estados Unidos em conflitos externos e com a legalidade da operação sem autorização prévia do Congresso. O Itamaraty anunciou que o Brasil vai intensificar a cooperação humanitária para auxiliar o sistema de saúde venezuelano, com foco na reposição de materiais para pacientes renais, após um centro de diálise ser atingido durante a operação. A diplomacia brasileira afirma que, apesar das divergências políticas, a prioridade é reduzir o impacto humanitário sobre a população civil. Reportagem de André Anelli. Em entrevista à Jovem Pan, o especialista em energia Pedro Rodrigues destacou o potencial de retomada da Venezuela no cenário energético global. Segundo ele, uma eventual abertura do setor a empresas estrangeiras e a recuperação da infraestrutura podem recolocar o país como um importante player, ampliando a oferta global de petróleo e pressionando os preços do barril no médio e longo prazo. A professora de Direito Internacional da USP, Maristela Basso, avaliou os aspectos jurídicos da operação americana e afirmou que a ação não configura golpe de Estado, já que as instituições venezuelanas permaneceram em funcionamento e a sucessão constitucional foi respeitada. Para a especialista, tratou-se de uma “operação cirúrgica” voltada ao cumprimento de decisões judiciais, sem ruptura institucional clássica. Essas e outras notícias você confere no Jornal Jovem Pan. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices