
A edição do Jornal Jovem Pan desta quinta-feira (08) reúne os principais destaques do Brasil e do mundo. Durante a cerimônia que marcou os três anos dos ataques de 8 de janeiro, o presidente Lula oficializou o veto integral ao PL da Dosimetria. O projeto de lei, aprovado pelo Congresso em dezembro, visava reduzir as penas e facilitar a progressão de regime para os condenados pelos atos antidemocráticos de 2023, incluindo uma possível revisão na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em seu discurso no Palácio do Planalto, Lula afirmou que "não há perdão para quem atenta contra a democracia" e classificou a manutenção das condenações como um ato pedagógico para o país. Sob o lema de que a democracia é "a arte do impossível", o presidente reforçou o apoio à atuação do STF e subiu o tom contra o que chamou de "conspiradores da pátria", enquanto o Congresso já se mobiliza para tentar derrubar o veto em fevereiro. Em um gesto de forte simbolismo durante o ato de 8 de janeiro, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, saiu em defesa da atuação de Alexandre de Moraes. Fachin afirmou categoricamente que Moraes "esteve exatamente onde a democracia precisava que ele estivesse", rebatendo as críticas de perseguição política feitas pela oposição. A resposta da oposição ao veto integral de Lula ao PL da Dosimetria foi imediata e contundente. Lideranças do PL e do PP classificaram a decisão como um ato de "vingança institucional" e "perseguição política". O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou que o veto ignora a vontade soberana do Parlamento e garantiu que a derrubada ocorrerá já na primeira sessão do Congresso em fevereiro. Reportagem: André Anelli. Em entrevista ao Jornal Jovem Pan, o professor de Direito Constitucional da UFF, Gustavo Sampaio, analisa o cenário jurídico após o STF responsabilizar 1.399 pessoas pelos atos de 8 de janeiro. Sampaio explica que, embora o Judiciário tenha cumprido seu papel técnico, o desdobramento agora entra na esfera política com o veto total do presidente Lula ao PL da Dosimetria. Para o especialista, o fato de termos um "presidente da esquerda e um Congresso de maioria à direita" torna a derrubada do veto quase inevitável. Sampaio ressalta que o Congresso é uma "casa política" com prerrogativa para legislar sobre a aplicação de penas e que, caso o veto caia, a nova lei terá efeito retroativo para beneficiar os réus, alterando drasticamente a situação atual das condenações. O ministro Ricardo Lewandowski entregou oficialmente sua carta de demissão ao presidente Lula nesta quinta-feira (8). Alegando "motivos pessoais e familiares", o jurista encerra um ciclo de quase um ano à frente da pasta, após ter assumido o cargo em substituição a Flávio Dino. Com a saída de Lewandowski, o governo entra em uma fase de incerteza sobre quem assumirá o comando da Polícia Federal e das políticas de segurança nacional. O ministro Jhonatan de Jesus, relator do processo do Banco Master no Tribunal de Contas da União, decidiu suspender a inspeção presencial que havia determinado no Banco Central. O recuo ocorre após um recurso da autarquia e um forte mal-estar no mercado financeiro. Jesus acolheu os argumentos do BC e remeteu a decisão final sobre a legalidade da fiscalização para o Plenário do TCU. O ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, comentou em entrevista exclusiva o anúncio de Donald Trump sobre o controle dos recursos energéticos da Venezuela. Trump afirmou que os EUA podem "governar a Venezuela e extrair petróleo por anos" para reconstruir o país de forma lucrativa. Para Prates, embora a retórica seja agressiva, o mercado financeiro reagiu com pragmatismo: "o impacto no preço, no início, foi quase nenhum", explicou, destacando que o mundo já precificou a instabilidade da região. Essas e outras notícias você confere no Jornal Jovem Pan. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices