
Três anos depois da tragédia-crime da Vale em Brumadinho, as buscas continuam pelas 06 vítimas ainda não encontradas e os trabalhos do Instituto Médico Legal de Minas Gerais e do Instituto de Criminalística foram se adaptando em relação às peculiaridades do material genético encontrado na área da mancha da lama. Em geral, são fragmentos ou segmentos de corpos das vítimas que passam por um processo meticuloso e muito respeitoso pelos profissionais, que estão na linha de frente e também nos bastidores das investigações, além do uso de tecnologias avançadas na ciência forense como um banco de digitas da Interpol, usado no início, para ajudar no processo de identificação. Uma equipe que começou com dezenas de voluntários de várias partes do Brasil e do exterior continua, agora, um pouco menor, mas não menos dedicada. O objetivo é dar uma resposta às famílias que merecem fechar o ciclo do luto. Segundo o IML, hoje, existem cerca de 60 casos em análise, que são de maior complexidade para a extração do DNA. Em geral, materiais ósseos em que a extração do DNA é mais difícil e demorada. De acordo com o médico legista, que esteve sempre à frente dos trabalhos e com estreito contato com as famílias, Ricardo Moreira, Brumadinho vai entrar para história do país e do mundo como um dos maiores desastres em massa, chamado de DVI. 272 pessoas morreram, seis pessoas continuam desaparecidas. Quer saber mais sobre as peculiaridades desse trabalho e a decisão inédita, no Brasil, que deu direito às famílias das vítimas enterrarem ou não segmentos ou fragmentos do corpo de seus entes queridos? Ouça nosso podcast FRAGMENTOS DA VIDA Instagram: @jornalistaforense