
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, acusou, nesta terça-feira (28), parte dos chamados CACs (colecionadores, atiradores desportivos e caçadores) de contribuírem com o crime organizado ao venderem armas de fogo para facções. Dino defendeu o recadastramento de armas, determinado pela pasta por meio de decreto em fevereiro, como forma de "combater o poder das facções". "Existem armamentistas sérios no Brasil, creio que a imensa maioria, mas Jesus Cristo recrutou todos e um se vendeu, Judas. A essa altura, nenhum dos propagadores do armamentismo vai dizer que todos que têm registro de CAC têm asas e são anjos. Um ou outro escapa. O que essas figuras do mal têm feito? Em vez de darem o tiro esportivo ou fazerem coleção, estão vendendo arma para o PCC e para o Comando Vermelho. Isso existe. Nós vamos fechar as portas para cometimento de crime, é esse o decreto que nós adotamos", disse. Dino afirmou que "há uma lenda urbana" de que o aumento do acesso a armas para a população civil reduziu a criminalidade, mas que a afirmação, amplamente defendida por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas que a afirmação é uma "mentira" e um "desrespeito com as forças policiais".