
Em busca de uma base solida, no o congresso nacional, o governo lula planeja liberar mais r$ 1 bilhão em emendas parlamentares nas próximas duas semanas para conseguir aprovar o novo arcabouço. A câmara dos deputados aprovou ontem a urgência do novo arcabouço fiscal, regra que pode substituir o teto de gastos. Agora, a proposta poderá ser votada pelo plenário da casa sem passar pelas comissões. O texto recebeu 367 votos favoráveis, 102 contra e uma abstenção. A tendência, como próximo passo na tramitação do projeto, é que o texto tenha o mérito votado na próxima semana. O pedido de urgência foi o 1º item da pauta de votação dos deputados. Só as bancadas do pl, novo e da federação psol-rede orientaram voto contra. Pelo menos duas mudanças no texto no novo arcabouço já chamaram a atenção dos especialistas: a autorização para os gastos crescerem no máximo previsto pela regra em 2024 e a permissão permanente para o governo usar a inflação a favor de mais despesas em caso de repique dos preços até o fim do ano. As duas manobras asseguram um espaço extra de até r$ 82 bilhões para gastos do governo petista em 2024 e ampliam a base de cálculo para os anos seguintes.