
Antes mesmo da decisão monocrática do presidente do Superior Tribunal de Justiça – STJ, ministro João Otávio de Noronha, que permitiu a Fabrício Queiroz cumprir sua prisão preventiva em regime domiciliar (um até logo a Bangu 8), acompanhado de sua esposa, a foragida Márcia Aguiar, o ex-assessor do agora senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) sempre foi um daqueles considerados “de casa”. Queiroz nunca teve problema em ver a pia suja, o banheiro por lavar e o quarto bagunçado dos Bolsonaro. Sempre que chegava, lavava por conta a xícara na qual tomara o café que dava o tom das conversas sobre “fazer dinheiro com a venda de carros usados”. Fabrício Queiroz soube muito bem com quem se arranjar: seu amigo de longa-data é hoje o presidente da República. Noronha, no STJ, tem demonstrado certa simpatia (em troca de algo?) pelo (des)governo. Dois mais dois são quatro. Noronha plantonista mais habeas corpus para a dupla, passarinho(s) voa(m). Esta edição do #RedaçãoJC, com Claudio Porto, Guilherme Azevedo, Jonas Carreira e Ulisses Santos, repercute mais este movimento das peças, analisa o pedido da defesa do ex-presidente Lula às autoridades suíças na mesma semana em que a presidência do STF aprofunda a suposta crise entre Procuradoria-Geral da República e operação Lava Jato, além da escolha do novo ministro da Educação.