
O roubo de celulares se consolidou como um dos crimes mais frequentes e lucrativos do Brasil, com um impacto que ultrapassa o prejuízo material. Hoje, o smartphone centraliza contas bancárias, documentos pessoais, ferramentas de trabalho e senhas — ou seja, a vida digital. Diante disso, o Governo Federal lançou uma nova fase do programa Celular Seguro, que cria uma base nacional de dispositivos integrados e transforma a iniciativa em uma política pública permanente. Na prática, como o sistema vai operar? Ele será capaz de sufocar o comércio ilegal de aparelhos furtados e derrubar os índices de criminalidade? Além disso, quais são os reflexos da medida na privacidade e nos direitos digitais da população? Para analisar esse cenário, o JR 15 Minutos conversa com Matheus Puppe, advogado, doutorando em Direito Digital e consultor da Comissão Especial de Direito Digital da Câmara dos Deputados.