
O avanço da tecnologia tem dado novas formas ao crime de stalking. Dispositivos de rastreamento ocultos em carros, bolsas e até em objetos de crianças estão sendo usados para monitorar mulheres em tempo real, sem o conhecimento das vítimas. Em São Paulo, os registros de perseguição na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher cresceram mais de 15% no primeiro trimestre deste ano. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que cerca de 8,5 milhões de brasileiras já sofreram perseguição obsessiva. Para entender como a legislação responde a esse tipo de violência e quais são os desafios para identificar e responsabilizar os autores, conversamos com a procuradora de Justiça Criminal, Nathalie Malveiro.