
Sinopse: Houve um tempo em que o planeta era um só. Que terras não separavam ou te impediam de percorrer todo o globo. Mas então, as placas que regem todo esse emaranhado resolveram separar em blocos e o que antes era pangeia se tornou continentes distantes por mares. Os humanos, pobres humanos, não conseguiriam existir em pangeia. A história que se passará a seguinte não se diz respeito a geografia dos humanos, mas sim, traz a frente uma cartografia de afetos repleta do divino, do místico, do encantador, assim como os humanos e sua diversidade. A história em questão se passa em Aguapé, um vilarejo em volta de um rio, Rio São Francisco, ou melhor, Chico. O velho Chico, imagine-o como um ser ancestral, que percorreu todos os séculos e que ainda hoje enfrenta a missão de compreender o agora e as diversas camadas que me compõe. Sabe quando o sino da igreja central bate, em ponto, as horas e você fica escutando para tentar adivinhar que horas são, mas então perde as contas e conclui que não sabe que horas são. Daí você olha para o sol e pergunta: Sol, que horas são? E ele responde que mais ou menos é isso que você achava. Os humanos perdem a noção do tempo, seguindo despercebidos de que a natureza leva seu próprio tempo para existir. Lento, sempre lento, rápido, sempre rápido. O velho estava sentado na beira do rio observando o curso natural das coisas, tal qual o fluxo da vida. O garoto se aproxima com um olhar juvenil buscando se entreter com seu olhar observador, as histórias que chega ao escutar. O menino senta à beira do avô, do pai, na própria beira e ao lado do rio, que te convida a uma viagem por Aguapé, dentro do rio, para conhecer um bocado da vida. A Rádio-Teatro como escopo da identidade cultural popular: um estudo prático imerso no ambiente sonoro Pesquisadora: Maressa Gomes Equipe de Pesquisa: Lucas Nathan Vilela e Pedro Matsuda Orientadora: Profa. Dra. Gracia Navarro Iniciação Científica 20021/2022: PIBIC/SAE UNICAMP A pesquisa “A Rádio-Teatro como escopo da identidade cultural popular: um estudo prático imerso no ambiente sonoro” parte da urgência de trazer a arte para dentro das casas da população, através do rádio-teatro, buscando suprimir a carência de cultura que a crise sanitária do novo coronavírus evidenciou. Como forma de delinear traços sobre a cena teatral hoje, o objetivo do projeto concentra-se em reunir procedimentos metodológicos de pesquisa, tomando o teatro como foco da proposição e utilizando a rádio dramaturgia como veículo condutor e tradutor das lentes examinadoras, críticas, e sobretudo, sensíveis, acerca das particularidades e tradições culturais e populares que formam a história de diversas cidades interioranas e periféricas do país. Ficha Técnica: Idealização, Direção e Dramaturgia: Maressa Gomes e Lucas Nathan Vilela Direção Musical e Trilha Sonora: Pedro Matsuda Sonoplastia: Pedro Matsuda Preparação de vocal: Vitória Oliveira Atores: Diwarian Pego, Isabela Nogueira, Pedro Matsuda, Rachel Marques, Ramoel Massi e Thais Santos