
Enquanto a pandemia do novo coronavírus crescia no Brasil, os debates sobre possíveis tratamentos medicamentosos acompanhavam rapidamente a evolução do cenário. No país em que sete em cada dez pessoas afirmam se automedicarem, foi uma questão de tempo para esgotarem nas farmácias os componentes do chamado “Kit COVID”. Após pesquisadores, conselhos médicos e a própria Organização Mundial da Saúde declararem a ineficácia - e em alguns casos, alertarem para os prejuízos e consequências dos medicamentos - o Ministério da Saúde voltou atrás e classificou o tratamento precoce como inadequado. Os repórteres Cauan Gomes, Daiana Augusto e Paulo Eduardo, conversaram com pesquisadores do curso de graduação em Farmácia que explicaram como funciona a cultura da automedicação e quais são os perigos acerca disso.