
Nesse Cap. Žižek mostra que atitude perversa de adotar a posição de pura detrimento da vontade do grande outro é esta: Não é minha responsabilidade, não sou realmente eu que estou fazendo isso, sou apenas um instrumento da Necessidade histórica superior. O gozo obsceno dessa situação vem do fato de que eu me concebo como desculpado pelo que estou fazendo. Isso fez com que vários políticos usassem de sua perversão para matar na Alemanha nazista. O perverso desloca para o Outro. No perverso, a verdade da própria mentira a verdade que é proferida no próprio ato de mentir e através dele a falsidade do perverso reside em seu próprio ego Incondicional a verdade em sua recusa dá ouvidos a verdade da pessoa. Numa mentira em bem o quê está o quê bem acaba, Shakespeare forneceu o Insight surpreendente do emaranhado de Verdades e Mentiras. O perverso em sua aparência mais pura não ocorre quando temos uma tela enganosa para ocultar uma transgressão mas quando fingimos que há uma transgressão a ocultar. Nesse sentido, a própria fantasia é uma aparência para Lacan, ela não é primariamente a máscara que oculta o real sobre si, mas sim a fantasia do que está escondido atrás da máscara nesse capítulo Žižek fala sobre o falo feminino.