
Na ansiedade de destilar a tinta viva, sangrá los não com a fria lâmina da espada, mas com a fúr ia impiedosa das palavras, pinto o meu protesto, rebelo e cativo. Na tela do dissenso, a cena se esgrima, verdades afiadas como navalhas cruzadas. Palavras como flechas, de pontas aceradas, num duelo onde a tinta a raiva prima. Testemunha a oitava, manif esto ardente, abordando a luta além do campo físico, onde a pena é a lança, o verso, o agente. Na fogueira dos versos, fervilho crítico, um contemporâneo rebelde e potente, contra a opressão, ergue se, poeta cívico.