
No episódio de hoje do Literatura Miojo, um mundo sem dor... mas também sem alma. Em Admirável Mundo Novo (1932), Aldous Huxley nos joga num futuro onde tudo parece perfeito: ninguém nasce, todos são fabricados em laboratório; ninguém sofre, porque existe a droga “soma”; ninguém ama, porque o sexo é livre e superficial. Mas... e o preço disso tudo? Nesse mundo “feliz”, não há arte, filosofia ou escolhas verdadeiras. O Estado controla desde o berço até o túmulo. O “selvagem” John chega para desafiar esse sistema — e sua dor se transforma em resistência. Huxley pergunta: vale a pena trocar a liberdade pela segurança? Todo dia às 10h, uma obra nova. Se curtiu, leia o original. Literatura é alimento pra alma — mesmo num mundo artificial.