
Quando Deus parece distante, Cristo revela uma presença que sustenta a fé e reacende a missão. Na Solenidade da Ascensão do Senhor, Ano A, a liturgia nos mostra que Jesus não abandona seus discípulos, mas inaugura uma presença nova, universal e permanente. Nos Atos dos Apóstolos, os discípulos são chamados a não ficarem parados olhando para o céu; o Salmo proclama que Deus reina sobre todas as nações; São Paulo, na Carta aos Efésios, pede que os corações sejam iluminados para reconhecer a esperança da vocação cristã; e, no Evangelho de Mateus, Jesus envia seus discípulos a fazerem discípulos de todos os povos, prometendo estar conosco todos os dias até o fim do mundo. Esta reflexão nos ajuda a compreender que a Ascensão não é fuga da terra, mas força para viver a missão no chão da vida. Cristo glorificado é a cabeça da Igreja, e nós somos seu corpo em caminho. Mesmo quando há dúvidas, cansaço, medo ou desânimo, o Senhor continua confiando sua missão a pessoas reais, frágeis e chamadas a recomeçar. O céu não nos afasta das responsabilidades humanas; ele ilumina nossa história e nos dá coragem para amar, servir e testemunhar. Se esta Palavra trouxe luz ao seu dia, curta, inscreva-se e venha fazer parte da nossa caminhada. Paz e bem! Por Harlei Noro | Liturgia diária com apoio AI.