
Existe uma verdade capaz de sustentar o coração quando tudo vacila: em Deus, nossa identidade não nasce do medo, mas da promessa. Na liturgia de hoje, a Igreja nos conduz por um caminho de profundidade espiritual que une aliança, memória e revelação. Na primeira leitura, Deus muda o nome de Abrão e revela que sua promessa não é apenas futura, mas já começa a transformar o presente. No salmo, contemplamos a fidelidade ativa de Deus, que jamais esquece sua aliança. No Evangelho, Jesus leva essa revelação ao ponto mais alto ao declarar: “Antes que Abraão existisse, Eu Sou”, revelando-se não apenas como enviado, mas como o próprio Senhor da aliança, aquele que vence o tempo, sustenta a esperança e oferece a vida eterna aos que guardam sua palavra. Esta reflexão nos convida a abandonar os rótulos que o mundo impõe e a recuperar a identidade recebida de Deus. Em tempos de ansiedade, confusão e cansaço interior, a Palavra nos recorda que nossa vida não está apoiada em fracassos passados, mas na fidelidade daquele que permanece. Quando Cristo diz “Eu Sou”, ele se torna a rocha firme para quem precisa recomeçar, discernir e perseverar. A Quaresma, assim, deixa de ser apenas um tempo de esforço e passa a ser um retorno à verdade mais profunda: pertencemos ao Deus que não passa, ao Deus que chama, lembra, sustenta e salva. Gostou desta reflexão? Junte-se à nossa comunidade: curta e inscreva-se para caminharmos juntos. Paz e bem! Por Harlei Noro | Liturgia diária com apoio AI.