
Quando guardamos ressentimentos, nós mesmos entramos num verdadeiro exílio interior. A misericórdia de Deus é a chave que abre esses muros e devolve liberdade. O ressentimento cria muros por dentro. A Palavra mostra como memória da graça e misericórdia abrem caminho para o perdão e a paz. Na quinta-feira da 19ª Semana do Tempo Comum, Ezequiel nos alerta para a cegueira que conduz ao exílio; o Salmo nos chama a não esquecer as obras de Deus; e o Evangelho revela, na resposta de Jesus a Pedro, um perdão que não cabe na lógica da contabilidade. A liturgia nos convida a reconhecer os muros que construímos, fazer memória concreta da graça recebida e dar um passo possível de reconciliação. O testemunho de Santa Dulce Lopes Pontes recorda que misericórdia não é apenas sentimento: torna-se cuidado, proximidade e serviço. Que pequeno passo de perdão pode ser dado hoje? Leve esta pergunta para a oração e procure transformá-la em um gesto possível de paz. Paz e bem! Por Harlei Noro | Liturgia diária com apoio AI. #LiturgiaEVida #Perdão #TempoComum