
Você reza, insiste e ainda se sente vazio? Jesus revela o que pode estar impedindo seu coração de encontrar a verdadeira paz. Nesta quinta-feira da 11ª Semana do Tempo Comum, a liturgia nos conduz do fogo profético de Elias, em Eclesiástico 48,1-14, à majestade libertadora do Senhor proclamada no Salmo 96, chegando ao ensinamento decisivo de Jesus em Mateus 6,7-15. Elias aparece como uma chama que não destrói pessoas, mas reacende a fidelidade e reconduz os corações. O salmo anuncia um Deus diante de quem os ídolos e as falsas seguranças derretem. No Evangelho, Cristo desmonta a oração ansiosa e nos entrega o Pai-Nosso como caminho de confiança, intimidade e perdão. Talvez sua oração pareça bater no teto porque o coração está cansado de tentar controlar tudo, provar seu valor ou negociar com Deus. Jesus não nos ensina uma fórmula para obrigar o céu a responder, mas uma nova identidade: somos filhos diante de um Pai que já conhece nossas necessidades. Essa confiança, porém, toca a ferida do ressentimento. Perdoar não significa fingir que nada aconteceu, retornar a situações perigosas ou apagar a memória da dor. Significa começar, pela graça de Deus, a retirar do ofensor o poder de governar nossa paz. Mesmo quando ainda não conseguimos perdoar plenamente, podemos pedir a graça de desejar iniciar esse caminho. Junte-se à nossa comunidade de fé: curta esta reflexão, inscreva-se no canal e caminhemos juntos. Paz e bem! Por Harlei Noro | Liturgia diária com apoio AI.