
O jejum que Deus deseja não é aparência, mas transformação. Ele começa no coração e se torna justiça e amor. Nesta Sexta-feira depois das Cinzas, a liturgia nos conduz por Isaías 58, pelo Salmo 50 e pelo Evangelho em que Jesus se revela como o Noivo. O profeta denuncia um jejum vazio, desconectado da vida e da justiça. O Salmo nos recorda que o sacrifício agradável a Deus é um coração contrito. E o Evangelho ressignifica o jejum como expressão de amor: não uma obrigação fria, mas uma resposta à presença — e à saudade — do Esposo. A Palavra nos convida a integrar conversão pessoal, compromisso com a justiça e amor verdadeiro por Cristo. Um jejum que não rompe as correntes da injustiça torna-se ritual vazio. Uma justiça que não nasce da conversão do coração vira ideologia. E um amor que não gera transformação concreta torna-se apenas sentimento. Nesta Quaresma, somos chamados a viver um jejum que liberta, cura e transforma — um jejum que abre o coração à misericórdia, as mãos à partilha e a vida ao Reino de Deus. Gostou desta reflexão? Junte-se à nossa comunidade: curta e inscreva-se para caminharmos juntos. Paz e bem! Por Harlei Noro | Liturgia diária com apoio AI.