
O erro do outro incomoda, mas talvez a ferida mais urgente esteja escondida no nosso próprio olhar. Na segunda-feira da 12ª Semana do Tempo Comum, a liturgia reúne 2 Reis 17,5-8.13-15a.18, o Salmo 59(60) e Mateus 7,1-5. A queda de Samaria revela como o afastamento de Deus acontece lentamente, por meio de escolhas e assimilações que esvaziam a identidade espiritual. O salmista clama pelo auxílio do Senhor em meio à terra abalada, enquanto Jesus denuncia a hipocrisia de quem enxerga o cisco do irmão, mas ignora a própria trave. Neste aprofundamento, somos convidados a reconhecer o exílio interior produzido pela distração, pelo orgulho e pelo julgamento constante. Jesus não proíbe o discernimento nem a correção fraterna; Ele estabelece uma ordem indispensável: primeiro, permitir que Deus purifique o nosso olhar. Somente quem reconhece a própria fragilidade pode se aproximar do irmão sem humilhá-lo, oferecendo uma correção nascida da verdade, do arrependimento e da misericórdia. Junte-se à nossa comunidade de fé: curta esta reflexão, inscreva-se no canal e caminhemos juntos. Paz e bem! Por Harlei Noro | Liturgia diária com apoio AI.