
Neste episódio discutimos como foi o processo de construção de uma estrutura racista e elitista do futebol brasileiro na passagem do século XIX para o século XX, enquanto uma prática de distinção social. Analisamos os muitos mecanismos de exclusão criados para afastar pessoas e grupos considerados indesejáveis, com a intenção de segregar também racialmente. Retomamos também as ligas e competições que marcaram o embate entre amadorismo e profissionalismo, bem como a várias práticas de resistência de atletas negros que se tornaram referências para a construção do “país do futebol”, com destaque para Leônidas da Silva. Tudo dentro de um contexto marcado fortemente por narrativas de cronistas e intelectuais que procuravam falar do Brasil por meio do futebol, seja por meio de uma ilusória democracia racial ou através do que ficou conhecido como um “complexo de vira-latas” que só viria a ser remediado pelas vitórias em mundiais. Nesse período, o surgimento da figura de Pelé traz novas reflexões para a discussão sobre racismo no futebol. Ficha técnica Produção: Equipe Ludopédio (Enrico Spaggiari, Marcel Diego Tonini, Marco Antunes e Sérgio Settani Giglio). Roteiro: Equipe Ludopédio (Enrico Spaggiari e Marcel Diego Tonini). Narração: Marco Antunes e Roberta Pereira da Silva. Edição final: Rui Barossi. Entrevistadas(os): Diana Mendes da Silva, Fatima Antunes, João Manuel Casquinha Malaia dos Santos e José Paulo Florenzano. Apoio: FARE. Áudios de jogadores: Domingos da Guia (https://www.youtube.com/watch?v=YFGfcRrVyBI) e Leônidas da Silva (https://www.youtube.com/watch?v=9BTpVwCtX8M). Músicas utilizadas: “O bonde de São Januário”, de Wilson Batista e Ataulfo Alves (1937) (https://www.youtube.com/watch?v=f3f7s1aoPdY&feature=emb_logo); “Diamante Negro”, por Vocalistas Tropicais (1950) (https://www.youtube.com/watch?v=-RjZWIsMc9o); “A taça do mundo é nossa”, por Coral do Caneco (1958) (https://www.youtube.com/watch?v=hJAriHOh1Jg).