
“Vede, não desprezeis alguns destes pequeninos…” – Jesus. (MATEUS, 18:10.) Quando Jesus nos recomendou não desprezar os pequeninos, esperava de nós não somente medidas providenciais alusivas ao pão e a vestimenta. Não basta alimentar minúsculas bocas famintas ou agasalhar corpinhos enregelados. É imprescindível o abrigo moral que assegure ao espírito renascente o clima de trabalho necessário à sua sublimação. Muitos pais garantem o conforto material dos filhinhos, mas lhe relegam a alma a lamentável abandono. A vadiagem na rua fabrica delinquentes que acabam situados no cárcere ou no hospício, mas o relaxamento espiritual no reduto doméstico gera demônios sociais de perversidade e loucura que em muitas ocasiões, amparados pelo dinheiro ou pelos postos de evidência, atravessam largas faixas do século, espalhando miséria e sofrimento, sombra e ruína, com deplorável impunidade à frente da justiça terrestre. Não desprezes, pois, a criança, entregando-a aos impulsos de natureza animalizada. Recorda que todos nos achamos em processo de educação e reeducação, diante do Divino Mestre. O prato de refeição é importante no desenvolvimento da criatura, todavia, não podemos esquecer “que nem só do pão vive o homem”. Lembremo-nos da nutrição espiritual dos meninos, através de nossas atitudes e exemplos, avisos e correções, em tempo oportuno, de vez que desamparar moralmente a criança, nas tarefas de hoje, será condená-la ao menosprezo de si mesma, nos serviços de que se responsabilizará amanhã. Emmanuel/Chico Xavier Livro “Fonte Viva” – 1956, questão 157, páginas 353 e 354. Federação Espírita Brasileira . Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.