
Dezembro ilumina-se. Brilhos dependurados um pouco por todo o lado. No centro das cidades, ofuscam. Apressadas, pessoas entram e saem das lojas de sacos na mão ou não. Mas todas irradiam raios de luz. Se não comprou ali, comprará acolá. Quem não gosta de festas. E de compras. Muitas há que nem nesta época, tão santa, bafejadas são. Sempre com o dinheiro à conta. E os sem-abrigo, vale-lhes a ceia distribuída pelos voluntários. Que os brilhos, como o frio, só atrapalham o sono. Ouça aqui a crónica de Ana T. Freitas