
No segundo dia da campanha eleitoral para as legislativas de 18 de maio, o debate das rádios pôs em evidência as divergências entre os principais líderes partidários, com destaque para o apelo ao voto útil por parte do PS e da AD — ambos sem esclarecer com que apoios pretendem governar em caso de vitória sem maioria absoluta. No episódio de dia 5 de maio do podcast “Voz da Campanha”, produzido pela Agência Lusa, com as vozes de Cristina Cardoso e Paula Lagarto, ouvimos: Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro a insistirem na necessidade de evitar novas eleições em breve, mas sem compromissos sobre coligações; André Ventura a reafirmar abertura a um governo minoritário da AD, mas rejeitando qualquer apoio à esquerda; Rui Tavares (LIVRE) a alertar para uma possível maioria de dois terços à direita que permita rever a Constituição; Rui Rocha (IL) a recusar cenários de coligação nesta fase, preferindo falar de propostas; Mariana Mortágua (BE) a acusar a direita de querer privatizar serviços públicos, nomeadamente a educação; Paulo Raimundo (PCP) a apelar à continuidade da luta social, numa visita a Corujo; E Cavaco Silva, que entra na campanha com um artigo a defender Montenegro contra alegações de conduta imprópria. Frase do dia: “Nós não queremos estar com históricos, nós queremos olhar para o futuro.” — André Ventura 📌 Voto antecipado: as inscrições continuam abertas até quinta-feira.