
No quarto dia da campanha para as legislativas de 18 de maio, os líderes partidários cruzaram-se com eleitores de norte a sul do país, entre mercados, críticas e momentos de proximidade com as populações. No novo episódio do podcast “Voz da Campanha”, da Agência Lusa, com Cristina Cardoso e Paula Lagarto, o dia faz-se ouvir assim: Em Aveiro, André Ventura foi confrontado por cidadãos de etnia cigana que o acusaram de racismo. O líder do Chega rejeitou as acusações, dizendo que todos devem trabalhar. No Mercado da Quarteira, Pedro Nuno Santos (PS) tirou selfies com mulheres ciganas: “É só para dar de fazer ao Chega”, disseram. Em Setúbal, Luís Montenegro (AD) ouviu críticas de reformados e ex-combatentes pelos cortes de pensões durante a troika. Rui Tavares (LIVRE) afirmou querer disputar o quarto lugar com a IL e criticou a demora do PS em assumir abertura a entendimentos. Rui Rocha (IL) recebeu um lenço dos namorados, mas reiterou que não há casamento previsto com a AD. Paulo Raimundo (PCP) falou em “sobremesa” da receita do passado e criticou o ministro das Infraestruturas, em dia de greve da CP. António Costa, como Presidente do Conselho Europeu, confirmou que não participará na campanha por dever de neutralidade. Frase do dia: “Eu, medo, é uma coisa que não assisto.” — Pedro Nuno Santos (PS) 📌 A campanha aquece com confrontos, provocações e símbolos políticos — do mercado à mesa, das palavras à imagem. 🔊 Ouça aqui o episódio completo: