
O tema da greve na CP e a possibilidade de rever a lei da greve dominaram o quinto dia da campanha para as legislativas de 18 de maio. Com a circulação ferroviária afetada em várias zonas do país, os partidos reagiram com visões distintas sobre direitos, responsabilidades e gestão governativa. No episódio de hoje do podcast “Voz da Campanha”, da Agência Lusa, com Cristina Cardoso e Paula Lagarto, ouvimos: Luís Montenegro (PSD/AD) admite alterações à lei para equilibrar direitos, sem restringir o direito à greve; Pedro Nuno Santos (PS) considera tal proposta um “insulto à democracia” e promete travar qualquer mudança; Inês Sousa Real (PAN) apela ao bom senso, mas recusa cortes no direito à greve; Rui Rocha (IL) mostra abertura para rever a legislação laboral; Rui Tavares (LIVRE) critica a "giga-joga" de um governo que ora é de gestão, ora não; Paulo Raimundo (PCP) denuncia contradições do executivo e deixa recados coloridos: “muitos anos a virar frangos”; Mariana Mortágua (BE) diz que a proposta de rever a lei é o “teste do algodão” do programa da direita; André Ventura (Chega) voltou a ser contestado por cidadãos de etnia cigana em Braga e reagiu com acusações de racismo aos próprios manifestantes. Frase do dia: “Cada um faz a campanha como quer e assume as responsabilidades depois para o futuro.” — Marcelo Rebelo de Sousa 📌 Luís Montenegro estava em Fátima no momento em que saiu o fumo branco da Capela Sistina, anunciando o novo Papa — uma coincidência que o próprio não deixou de assinalar com fé . 🔊 Ouça aqui o episódio completo: