
Por José Ronaldo Viega Alves “Embora nossa ambição suprema deva ser a emancipação do mundo visível, este não é um lugar onde somos ‘estranhos’, e do qual devemos ficar completamente distantes. Não o é porque, como para os naturalistas somos da mesma substância que ele, e sim porque este mundo visível é um reflexo do mundo real com o qual nossa alma tem um parentesco, e porque o caminho para a emancipação nos faz passar pelo envolvimento com nossos semelhantes _ como participantes de um sistema político, de um empreendimento educacional e das aventuras do coração.” (Cooper, pág. 128, 2002) INTRODUÇÃO Sim, eu já li muito, já pesquisei bastante, já escrevi mais de uma peça de arquitetura sobre o assunto, e assim mesmo, ainda acho que não disse tudo ou não escrevi tudo que gostaria acerca de Platão e de algumas das suas “histórias” contidas no livro “A República”, ou melhor, sobre estas duas especialmente: a Alegoria da Caverna e a Alegoria do Anel de Giges. Então, poder revisitar aqui duas das mais famosas alegorias contidas no livro aquele, em primeiro lugar, tem muito a ver mesmo com o fato do quanto elas podem suscitar por ocasião dessas releituras. Em segundo lugar, poder levar ao Maçom o conhecimento sobre alguns dos tantos desdobramentos e aplicações que essas alegorias permitem, quando se trata de ministrar instruções específicas de determinados Graus, principalmente, no de Aprendiz, pelas analogias possíveis.