
No dia 14 de agosto de 1791, sob a liderança Boukman, no bosque Caïman, em São Domingos a Revolução Haitiana, que mudaria os contornos da modernidade. Isso porque A Revolução Haitiana foi a segunda do continente e a primeira engendrada por pessoas negra, que venceram inúmeras batalhas contra França, Espanha e Inglaterra. Foi um evento sem precedentes na modernidade, tanto é que antropólogo Troillot afirma que não existia conceituação nas gramáticas sociais da época para nomeá-las, motivo pelo qual foi concebida com um não evento. O que a Revolução Haitiana fez foi demonstrar as fraturas do sistema colonial. Sendo assim, o historiador Marcos Morel chama a atenção para o fato de que, se por um lado a Revolução dos Estados Unidos da América demonstrou ser possível acabar com a dominação colonial dentro do Novo Mundo e a Revolução Francesa destruiu as estruturas feudais do Velho Mundo, por outro a Revolução Haitiana confrontou o colonialismo, abolindo a escravidão. No que diz respeito ao constitucionalismo, se os Estados Unidos da América e a França inauguram um modelo legal pautado na pretensão de universalidade dos direitos de igualdade e de liberdade, foi o constitucionalismo haitiano que melhor lidou com a tensão constitutiva da modernidade, na medida que ela trouxe o outro, pessoa negra, encoberta e silenciada, para o centro das discussões e com isso expôs a fragilidade da pretensa universalidade moderna. E para conversar conosco sobre esse tema contamos com o querido Marcos Queiroz, pesquisador do tema! Então, é só apartar o play e saber mais! Marcos Queiroz é mestre e doutorando em Direito pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da Unb, Doutorando sanduiche na UNAL/COL. Professor do IDP. Lattes: http://lattes.cnpq.br/5456262627620744 Quer saber mais? Então vai lá e aperte o Play! Indicações feitas por Marcos Queiroz: Constitucionalismo brasileiro e o atlântico negro (livro do Professor Marcos Queiroz): Os jacobinos negros: Toussaint L'Ouverture e a revolução de São Domingos - C. R. L. James (livro); A Revolução do Haiti e o Brasil escravista: O que não deve ser dito - Marco Morel (livro); Host: Deivide Ribeiro Edição, mixagem e masterização: Deivide Ribeiro Curta e siga o Mas e se? em nossas redes sociais e ajude-nos a divulgar nosso trabalho: