
De acordo com dados da OIT, em 2016 mais 40 milhões de pessoas, em todo mundo, foram vítimas do trabalho 3$cravo contemporâneo, desse total 71% eram mulheres e meninas. As faces dessa chaga são muitas, passando pelo trabalho forçado imposto tanto pelo setor privado, quanto por autoridades de governos, e exploração sexual. Uma a cada quatro vitimas da esscravidão contemporânea são crianças; trabalhadores migrantes e os povos indígenas são particularmente vulneráveis ao trabalho forçado. No Brasil esse dados também assustam. Entre os anos de 1995 a 2020 foram resgatadas mais de 55 mil pessoas em situação de escravidão contemporânea. Apesar de no país essa situação esteja predominantemente nas zonas ruais, nos últimos dez anos foi intensificada a fiscalização em centros urbanos e em 2013 o número de pessoas e situação de escravidão contemporânea foi maior nas cidades, principalmente no setor de costura e construção civil. Em um país como o Brasil, que aboliu institucionalmente a escravidão em 1888, alguns questionamentos ficam: Porque tais práticas ainda se perpetuam? Quais os elementos favorecem sua existência? Quais as relações existente entre a escravidão moderna e a contemporânea? O que elas tem em comum e se distinguem? É possível acabar com essas práticas? Para responder esses e outros questionamentos, contamos com a Procurador do MPT e coordenadora nacional da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas(CONAETE), Lys Sobral. Indicações feitas por Lyz Sobral: Pureza (Filme: Edislon Vitorelli); Torto arado (Livro: Itamar Vieira Junior); A escravidão; O abolicionismo (Livro: Joaquim Nabuco); Entre o silêncio e a negação: trabalho escravo contemporâneo sob a ótica da população negra (Livro: Raissa Roussenq Alves); Sub-humanos: O capitalismo e a metamorfose da escravidão(Livro: Tiago Muniz Cavalcanti). Redes sociais dos participantes deste Episódio: Deivide Ribeiro: Twitter: @deividejribeiro; Insgragram: @deividejribeiro Roteiro: Deivide Produção, edição e mixagem: Deivide Ribeiro Arte utilizada para promoção do episódio: Glück Designer criativo Imagem: Rádio Senado Curta e siga o Mas e se? no Instagram e no twitter e ajude-nos a divulgar nosso trabalho!