
Em uma sociedade estruturada patriarcalmente, não é novidade que ser mulher implica em uma série de restrições, que desaguam em limitações de exercícios de direitos básicos para sua autodeterminação, como os direitos sexuais e reprodutivos e suas derivações: a liberdade, a autonomia individual, a privacidade e a intimidade, que são dimensões fundamentais da cidadania e da vida democrática. Na proporção que esse são desrespeitados sistematicamente, seja de forma expressa ou silenciosa, acentuamos ainda mais o fosso de desigualdade que assola nosso país. Ainda que sejam direitos disponíveis para todos e todas, em função das condições econômicas e sociais postas, em uma sociedade estruturada de forma desigual, o seu exercício, consequentemente, se dará também de forma desproporcional. Sendo assim, para que sejam efetivamente implementados e exercidos, é necessário romper com sua leitura individualista e aceitar a crítica de que é impossível se falar em saúde, em escolhas e em autodeterminação sem se remeter a uma justiça social enquantofundamento dos direitos humanos. Por isso, é necessário falar em uma Justiça Reprodutiva, um conceito e uma prática intersecional que criado por mulheres racializadas nas américas. Muito além de ser uma questão restrita às mulheres a Justiça Reprodutiva nos coloca questionamentos e reflexões essenciais a respeito da sociedade que queremos para as gerações do presente e do futuro. Para conversar conosco sobre Justiça Reprodutiva contamos com a presença da Professoras e pesquisadoras do tema Gabriela Rondon (IDP e Anis) e e Lais Godoi (UEMG). - Gostou de nosso trabalho, quer contribuir financeiramente com o Mas e se? e receber recompensas? Clique aqui! Episódios relacionados a este: #40 - 13 de maio (com Vanilda Santos); #44 - Trabalho escravo contemporâneo (com Lys Sobral); #28 - Abolicionismos penais (com Alines Passos e Nayara Medrado); #16 - espetátuculo do gênero (com Igor Vianna); #15 - Democracia, representatividade e gênero (com Bella Gonçalves e Jéssica Holl); #02 - Criminalização da homotransfobia (com Alexandre Bahia, Carolina Soares e Érika Pretes). Fixa técnica: Produção, edição e mixagem: Deivide Ribeiro Designer de capa: Gluck designer criativo Imagem utilizada: Rafamon Trilhas sonoras utilizadas: Blue dot e Bibioteca de audio do Youtube.