
Justiça é uma palavra, uma ação em constante disputa. Entretanto, em suas várias leituras, parece que elas sempre convergem para o modo de se fazer justiça ocidental. Se em sua essência está a ideia de equilíbrio e de reparação, sua leitura orientada por um único modo de humanidade pode ser insuficiente para outras humanidades. Algumas pergunta que ficam são: o que é fazer justiça num país fundado em função da escravidão? Como é possível fazer justiça nesse mesmo país se há o epstemicídio de outros saberes? Possível uma justiça para além do sujeito universal? Tais perguntas nos orientam a pensar qual seria o corpo que mais incorpora as vulnerabilidades das desigualdades, o corpo que se for tomando como parâmetro para se reparar, equilibra todos os outros. Não seria o corpo da mulher negra? Para nos ajudar e refletir sobre a necessidade de uma justiça pluriversal, contamos com a presença da Professora e Promotora de Justiça da Bahia Lívia Sant’Anna Vaz. Conversamos sobre seu livro: A Justiça É uma Mulher Negra, que também foi o tema deste episódios. Ouça e compartilhe ! - Gostou de nosso trabalho, quer contribuir financeiramente com o Mas e se? e receber recompensas? Clique aqui! Fixa técnica: Produção, edição e mixagem: Deivide Ribeiro Designer de capa: Gluck designer criativo Imagem utilizada: Wikimedia Commons/Lucas Silva/Guia do Estudante/Reprodução; Trilhas sonoras utilizadas: Blue dot e Bibioteca de audio do Youtube.