
Neste novo episódio do Matabicho, trouxemos uma discussão detalhada e pertinente sobre as múltiplas facetas do tema “legalização ou criminalização do aborto”. Apesar de apenas a Guiné-Bissau criminalizar a interrupção voluntária da gravidez - nos restantes PALOP, a lei determina a sua possibilidade entre no máximo 12 a 24 semanas de gestação - o tema ainda é tabu em diversos contextos sócio-culturais da lusofonia. Conduzido por Lea Komba, este Matabicho contou com a participação de Jussyline Pereira, advogada Moçambicana focada em projetos de Violência Baseada no Geénero; Samantha Buglione, psicanalista e autora da obra Quem pode ter acesso às tecnologias reprodutivas? (2002), e Patrícia Baroni, professora na UFRJ e Conselho Diretivo do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas da UFRJ. A conversa trouxe um paralelismo entre a realidade da discussão sobre o aborto no Brasil e em Moçambique, que tabus ainda existem e quais são as camadas mais vulneráveis quando são ou não definidas condições legais e seguras.