
A menina de 10 anos que engravidou após ser violentada por um tio em São Mateus, no Norte do Estado, passou pelo procedimento de aborto, após a justiça do Espírito Santo (TJES) conceder a ela o direito previsto na lei brasileira de interromper uma gravidez fruto de um estupro. A decisão, por sua vez, gerou debates, repercussão internacional e mobilizou a atenção de autoridades religiosas, políticos e sociedade civil. O fato atraiu manifestantes para a porta do hospital no Recife onde o procedimento foi feito. No dia, houve confusão e a Polícia Militar foi chamada para impedir tentativas de invasão ao hospital por parte dos manifestantes contra o aborto. Na análise do comentarista Américo Bedê, nesta edição do Me Explica Direito, ele defende que o debate está com "foco errado". "Gostaria de saber o que a massa de indignados com o aborto, previsto em lei, pretende fazer concretamente para ajudar à menina que é vítima - incontáveis vezes - de estupro e da dor e abortar com tão tenra idade. Menos julgamentos e mais compaixão com a dor do próximo", defende.