
Este programa está dividido em sete fases. A cada fase, teremos uma pequena aula introdutória e, então, partiremos para a meditação, para desenvolver e fixar o que foi aprendido. Preparamos ainda uma masterclass com uma introdução sobre a carta aos Romanos, apresentando conceitos sobre os dados históricos, teológicos, sociais e outros que envolvem a epístola e a época em que foi escrita. Se não a ouviu, sugerimos ouça para aproveitar melhor estas lições. Bom, a carta à igreja de Roma, que era composta por gentios e judeus que criam em Jesus Cristo, é considerada por muitos como a mais importante e completa das cartas escritas por Paulo. Ela esclarece alguns dos seus ensinamentos prévios, que geraram dúvidas, como os que constam em Atos 13, 15 e 21; e também tem por fim promover a união entre os judeus e gentios que compunham aquela igreja. Numa época em que a soberba e o egocentrismo estão em alta, vemos nos ensinamentos deste capítulo um antídoto para o mal deste século. Com isso em mente, passemos agora para alguns dos ensinamentos que podemos extrair do capítulo 12, dividindo-os em 7 etapas, começando hoje pelos versículos 1 e 2 e, tudo correndo bem, acabaremos transformados pela renovação da nossa mente, experimentando a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Nessa primeira fase, é justamente disso que vamos tratar: da renovação da mente que leva a uma transformação. Importante falarmos que este capítulo 12 trata como o cristão deve se relacionar com Deus e com a igreja. Portanto, veremos muitas instruções que devem alterar os comportamentos das pessoas. Logo de cara, Paulo pede algo que pode soar impossível para a maioria, que o corpo seja oferecido em sacrifício vivo, sendo que este seria o culto racional. Primeiramente, começaremos entendendo o significado de “Sacrifício vivo”. Essa espressão pode causar estranheza a um desavisado, visto que um sacrifício normalmente traz à mente a ideia de morte. Mas, neste caso, como o adjetivo vivo esclarece, ninguém precisa morrer fisicamente, mas sim abrir mão das tentações mundanas. Como Paulo falou um pouco antes na sua carta, no capítulo 6, a igreja de Roma viveu uma transformação. Antes eram escravos do pecado, mas tendo adquirido conhecimento da verdade e passado a seguir a doutrina de Deus, foram libertos, transformando-se, assim, em servos da justiça. Então, assim como antes eles eram cativos da impureza e da maldade, depois de começarem a seguir a doutrina de Deus, deveriam passar a se oferecer como escravos (doulos) da justiça. O verbo oferecer aqui tem um significado mais profundo do que o que usamos, por exemplo, em “oferecer uma xícara de café”. Conforme as regras cerimoniais da época, era o sacerdote que executava os sacrifícios, então as pessoas levavam o animal que queriam que fosse sacrificado e o ofereciam, para que o sacerdote realizasse o serviço. Depois de entregue, ou oferecido, o animal não podia ser pego de volta. Logo, se alguém se oferece em sacrifício, está consumado. Sua explicação para a transformação que a igreja viveu é que, livres do pecado, sendo então servos da justiça, o fruto que colhem é a santificação. Uma pessoa não pode amar dois senhores, se ama um odeia o outro. Se uma pessoa ama o pecado, se é serva do pecado, logo odeia a justiça. Uma vez ser serva da justiça, odeia o pecado. Trocando em miúdos, oferecer o corpo em sacrifício vivo significa começar a odiar o pecado e a amar a justiça, ficando, assim, morto para o pecado mas vivo para a justiça.(...)