
Este episódio é pra quem desconfia de qualquer um que se defina como um sonhador irrecuperável, um ser de luz "purinho" que busca incessantemente - e acredita piamente que vai alcançar - um ideal de felicidade utópico, que no fundo, não passa de uma fantasia infantil, um ideal regido por forças inconscientes que torturam o ser pós-moderno. Será que não é chegada a hora de pensarmos em alternativas mais viáveis para substituir a falácia da felicidade infinita? Como a frustração e a seriedade podem nos ajudar a elaborar essa quimera? E o que a Psicanálise pode fazer pelo indivíduo que se assume infeliz mas tem coragem pra recontar sua história? Neste penúltimo episódio da quinta temporada emprestamos as estruturas da tragédia e da comédia gregas para repensar o modo como, através da análise, redefinimos nossas narrativas. Quando tudo dá errado, quando o inesperado acontece, como a história contida no emblemático Livro de Jó do Antigo Testamento pode nos servir com questionamentos valiosíssimos para uma vida interessante? Ceder a um Superego punitivo ou deixar de acreditar nas mentiras que nos fazem neuróticos? Um episódio pra escutar duas vezes e pensar três: O que você faz com o que as pessoas fizeram com você?