
A primeira vez que o Pico do Itabira foi alcançado em 1947, se tornou num fato histórico. Após 19 dias de escalada, os alpinistas que conquistaram a pedra foram recebidos como heróis em Cachoeiro, com direito a carreata. Na ocasião, a pedra era considerada a mais difícil do País em escalada. E cada relato de alpinistas que enfrentaram dificuldades na montanha reforça sua fama. Numa ocasião, escaladores foram surpreendidos por um incêndio enquanto tentavam alcançar o topo. Com o calor intenso, pedras se soltaram da parede, atingindo um dos escaladores que ficou cego. A conquista de 1947 contou com seis escaladores cariocas liderados pelo alpinista Silvio Mendes, que chegaram a Cachoeiro de trem pela Ferrovia Leopoldina, conta o chefe de escoteiros e alpinista Márcio do Nascimento Santana. A equipe pediu apoio ao prefeito, que os atendeu, mas pediu que o cachoeirense Amâncio Silva estivesse no grupo. Eles alcançaram o pé da montanha com caminhonete tracionada e mulas. Ao término da escalada, a conquista foi comemorada com fogos de artifício lançados do cume. Na cidade, o som foi replicado pelas sirenes das fábricas. Quando os sete alpinistas desceram a montanha, foram conduzidos como heróis em carreata até o centro da cidade. Um marco do início da escalada capixaba foi a conquista do Pico do Itabira (em Tupi Guarani, Pedra Empinada), em Cachoeiro do Itapemirim no ano de 1947, conseguida pela equipe do carioca Sílvio Mendes. Foram inúmeras tentativas e várias semanas até atingir o cume. A via Silvio Mendes com 550 metros foi considerada por muitos anos a mais difícil do Brasil. Daí em diante outras grandes rochas do estado viraram sonho de consumo da nata da escalada nacional. O apogeu destas grandes conquistas ocorreu nas décadas de 70 e 80.