
O antigo Jardim Éden Parque construído na chácara do Major João Pedro Neves de Freitas inaugurado em 24 de fevereiro de 1900 (demolido). - Durante a demolição na Rua 7 de setembro; - No Cais do Éden Parque; - Recepção ao Senhor Presidente Nilo Peçanha desembarcando do seu paquete no cais do Éden Parque em 1911. No primeiro governo de Moniz Freire (1892-1896) foi construído o Jardim Municipal, exatamente onde hoje se encontra o Teatro Glória e a Rua Marcelino Duarte, sendo que, em 1905, o mesmo logradouro, reformado pelo major João Pedro das Neves, transformou-se no Eden-Parque, inaugurado a 11 de outubro. O Eden funcionava, antes, na Rua da Várzea (atual Rua 7 de Setembro), no terreno onde depois foi construída a residência de André Carloni. Em seu novo local, se ergueram dois galpões, o primeiro com palco para espetáculos ligeiros, paralelo à atual Marcelino Duarte, e o segundo, sobre o mar, com botequim e bilhares. Em 1907, nesse local, uma novidade despertou a atenção dos moradores da cidade: — a estréia do cinematógrafo, a 13 de janeiro, pelo Sr. Vitor Mayo. Logo em seguida, outra atração se registrou na mesma área, graças à iniciativa de um comerciante, apelidado Fogo na Cingica, que adquiriu um gramofone e ali o instalou. Os interessados na audição pagavam 200 réis, colocando os transmissores nos ouvidos. Era belo e bem arborizado o espaço ocupado pelo Eden-Parque, "ponto dos políticos da época, quase todos hábeis jogadores de bilhar. A "campista" e o "bacarat" prendiam aí os notívagos até alta madrugada", sendo que, no governo de Nestor Gomes, quando da abertura da Avenida Capixaba, desapareceu o parque, autorizando-se a venda da gleba resultante. O cais do Santíssimo, também chamado da Imperatriz, serviu de ponto de embarque até 1910, para Vila Velha e Argolas, das lanchas a vapor de Eugênio Neto.