
Localizado em Balneário de Carapebus, no Espírito Santo, esse intrigante lugar foi erguido por apenas três operários sob a supervisão do enigmático José Olympio Gomes. Um mineiro zeloso por sua segurança, Gomes encomendou a construção de dois imponentes casarões. Um deles, com 24 cômodos, ostenta uma vista panorâmica, enquanto o segundo, com 54 quartos, foi destinado a abrigar o próprio Gomes e sua esposa. A residência foi meticulosamente planejada, interligando todos os cômodos e incluindo passagens secretas, túneis de fuga e armadilhas. Diz-se que essa imponente casa, com seus esconderijos, foi concebida para abrigar nazistas fugitivos da Alemanha. Um dos túneis se estende por baixo da casa, totalizando 80 metros de extensão, enquanto outro tem sua saída disfarçada dentro de um guarda-roupa, conduzindo até uma lagoa nos arredores da propriedade. Este último túnel ainda conta com um poço de águas cristalinas para permitir que seus ocupantes permaneçam ocultos por períodos mais prolongados. José Olympio Gomes faleceu aos 83 anos, há 25 anos, por suicídio, enquanto sua esposa ainda está viva e reside no Espírito Santo. Contudo, ao procurarem por ela, a reportagem foi informada de que ela estava ausente, em viagem. Atualmente, a casa apresenta um aspecto decadente, com janelas quebradas, telhas arrancadas, tinta desbotada e infiltrações por toda parte. Apesar do caos aparente, os túneis, pisos e portais permanecem preservados, alimentando os contínuos mistérios que envolvem essa intrigante construção. Imerso em enigmas, o Casarão de Carapebus, localizado na Serra, está prestes a passar por um processo de revitalização e ser aberto à comunidade, oferecendo uma variedade de atividades. A proposta é transformar o imóvel, situado em Balneário de Carapebus e doado ao Instituto Goiamum — uma entidade dedicada à preservação ambiental —, em um museu com um circuito de visitação para que as pessoas possam explorar o espaço. Além disso, o local contará com uma área destinada a exposições, tanto permanentes quanto ocasionais, e a realização de eventos. Erguido entre 1943 e 1953 para servir como residência ao veterinário José Olímpio Gomes, o casarão é composto por 56 cômodos, possui um elevador — único na época no Estado —, além de várias entradas e passagens secretas. Há especulações de que a construção tenha sido planejada como um possível esconderijo de Hitler, caso o líder alemão sobrevivesse a uma derrota na Segunda Guerra Mundial.