
DESVENDADO RAPTO DA MENINA LUCI Maria Regina, a raptora, presa pela Policia de Vitoria - Disse que gostava da menina e por isso resolveu Ieva-Ia em sua companhia - Aguardada a presenca de Georgete - As 9 horns de ontem a primeira noticia - Como foi procedida a descoberta da menor Gracas as diligencias da policia de Vitoria, no Espirito Santo, acaba do atingir o capitulo final, o pungente drama em que se viu envolvida uma humilde e modesta domestica, empregada na rua Oitis, 6, Gavea, residencia da familia Azambuja. Noticiamos em amplas reportagens, o dramatico acontecimento da mae que de um momento para o outro se sentiu ferida no mais profundo dos sentimentos, e, de uma maneira estranha, inexplicavel e por todos os motivos misteriosos. Georgete Silva, assim se chama a pobre criatura. A filhinha, que lhe arrebataram é Luci, uma garottnha de umn ano e tres meses. Tudo se deu no dia 7 de julho proximo passado. Georgete entregava-se a seus afazeres nos fundos da residncia, enquanto Luci brincava desencuidamente a alguns metros de distancia. Nisto, inopinadamente, surge uma mulher que Georgete reconheeeu como sendo Maria Regina e da qual fora vizinha anterirmente, quando trabalhava na rua 12 de Maio, na casa da familia Barros. A visitante deixou Georgete surpreendida com a sua presence, pois, ao sair do antigo emprego nao dera o novo endereco a ninguem e as relacoes que mantivera com Maria Regina, entao empregada numa das casas vizinhas, tinham sido tão superficiais que não permitiam absolutamente a intimidade de uma visita daquela natureza. Todavia, não podendo jamais adivinhar os malevolos designios da mulher, Luci com ela travou ligeira conversa, que terminou com um pedido da visitante para dar uma voltinha com a criança. Georgete não concordou e ato contínuo penetrou na residencia, onde alguns afazeres exigiam a sua presença. Lá esteve alguns minutos e quando voltou verificou que Maria Regina havia desaparecido assim coma a sua filhinha Luci. Tomou-se imediatamente de fundados temores e em desespero saiu a correr pelas ruas adjacentes a ver se ainda encontrava a sua filha. Os seus esforços foram baldados. Voltou a cassa e relatou o fato aos seus patrões, que tomaram logo as necessárias providências. O delegado Castelo Branco se inteirou da ocorrencia e desde então uma série de diligências foi levada a efeito pelas autoridades policiais. Partindo de uma pista de que uma mulher do tipo de Maria Regina subira a rua Marquês de São Vicente levando uma criança, a policia reconstituiu os passos da raptora por diversos pontos da cidade, acabando por perdê-los dias depois. A última noticia sobre Maria Regina fora fornecida em São Cristóvão por famílias que caridosamente haviam dado abrigo à uma pobre mulher que se fazia acompanhar de uma criança. Essas familias, atendendo a uma pretensão da sua protegida que desejava ir para o Espirito Santo, se cotizaram e entregaram à raptora a importancia de 150 cruzeiros para a passagem.