
Em visita ao Bairro de São Pedro, conhecido como Favela do Lixão, emocionou o Papa João Paulo II. Sempre sorridente, ele pediu que subissem ao altar onde estava três crianças que furaram o cerco para beijá-lo, doou USS 100mil aos favelados e deu trabalho aos seguranças, ao inesperadamente caminhar pela favela e apertar as mãos fiéis. Em discurso de cerca de 20 minutos, o Papa defendeu os trabalhadores e apelou para "todos os protagonistas da vida econômico-social do Brasil, trabalhadores, empresários e governantes, para que conjuguem esforços na promoção de reformas corajosas e profundas" que superem as injustiças sociais. Cerca de 5 mil pessoas, a maioria moradores do bairro, foram saudar João Paulo II na Favela do Lixão e não se importaram de espetar pela sua chegada, debaixo da chuva que caiu durante toda a manhã. O papa chegou às 11h55 em helicóptero da Marinha e foi recebido pelo arcebispo de Vitória, Dom Silvestre Scandian, e pelo padre Dauri, da Paróquia de São Pedro, entre outros. O governador Albuíno Azeredo e o prefeito Vitor Buaiz assistiram à cerimónia ao pé do altar.