
Tenente Evaristo José de Lima, policial criminoso da força de polícia do estado e suas peripécias pelo interior do estado. No final do Século XIX surgiu na Província do Espírito Santo um pernambucano de estatura mediana, Evaristo Ferreira de Lima (1872-1902), que ainda muito jovem havia escapado de Pernambuco acusado de atentado ao pudor e para não ser preso fugiu para São Paulo, onde se engajou na polícia de onde foi expulso por insubordinação. Mudou-se para Vitória, onde entrou no Corpo de Polícia, como era o nome da Polícia Militar, onde chegou à patente de tenente. Em pouco tempo de vida no Espírito Santo, Evaristo passou de mocinho a vilão, determinando quem devia viver ou morrer nas cidades por onde foi Comandante de Polícia, nomeado pelo presidente da Província, José de Melo Carvalho Muniz (1900 a 1904). O tenente Evaristo passou a ser a fera perigosa das matas do Rio Pardo, sem temer a nenhum perigo, só era dominado, pelo feitiço atrativo do amor. Nas suas investidas, quando era comandante do Corpo de Polícia em Rio Pardo, hoje Iúna, envolveu-se com uma mulher casada que separou-se do marido para te-lo aos braços, acabou sendo executado a tiros. Ele deixou um legado de um fascínora, igual a do seu conterrâneo Virgulino Ferreira da Silva, o “Lampião”, que ninguém sabia de que lado ele estava, do bem ou do mal. O pouco tempo de terror do tenente Evaristo, mas que pareceu um eternidade, virou um romance escrito e publicado em 1904, três anos após a morte do militar, pelo paranaense Ângelo Guarinelo (1876/1959), quando então advogava pelas comarcas do sul do Estado, que, em Rio Pardo, exercia o cargo de coletor de impostos municipais. Porém, o livro “O Tenente Evaristo”, não foi vendido nas livrarias, foi recolhido pelas famílias. Evaristo foi acusado de atacar pequenas fazendas em dois estados além de roubo de gado, sequestros, assassinatos, torturas, mutilações, estupros e saques. No na Província do Espírito Santo e na Capital do Brasil, na ocasião o Rio de Janeiro, sua história era, que roubava de fazendeiros, políticos e coronéis da época do coronelismo brasileiro para dar aos pobres miseráveis, que passavam fome e lutavam para sustentar famílias com inúmeros filhos. Era devoto de Padre Cícero e respeitava as suas crenças e conselhos. Os dois se encontraram uma única vez, no ano de 1926, em Juazeiro do Norte.