
São exatos 434 Anos. O que, cronologicamente parece muito tempo, na verdade, não o é. Para uma cidade, comparando-a com outras milenares existentes em várias partes do mundo, Vitória é jovem, no começo de vida. Mesmo assim, ao longo de sua infância e juventude, ela muito viveu, passou por inúmeras histórias, tem muito o que mostrar, o que dizer a todos. Hoje, quem vê uma cidade moderna, cosmopolita, muitas vezes não imagina o que já passou como foi a cidade. Vamos então, contar um pouco do que ela foi. Uma ilha — que muito mais tarde ganhou uma área continental — Vitória possui exatos 81 quilômetros quadrados. o que a torna num município pequeno para as dimensbes de outros municípios do Espírito Santo. Pois foi exatamente nesta pequena ilha que a história começa. Estamos no segundo quartel do século XVI e no seu tranquilo solar de Alenquer, em Portugal, vive um fidaldo também tranquilo: dom Vasco Fernandes Coutinho. O dia é 1° de janeiro. O ano. 1534. Vasco recebe em sua casa um mensageiro do rei. Com ele vinha a boa nova: ele se tornara o donatário de uma das capitanias na costa brasileira. Tudo confirmado, Vasco Coutinho partia para uma vida nova. Da tranquilidade de Portugal, buscava a aventura num novo mundo. Mais de um ano depois, a nau capitánea "Glória", chegava ao Espírito Santo e os pioneiros desembarca-vam na praia de Santa Maria, situada no município de Vila Velha. Era o início de tudo. Começava-se, então, o povoamento do solo do Espírito Santo. No mesmo ano da graça de 1535 os pioneiros chegavam a Vitória. Primeiro, em Santo Antônio. Depois, na Ilha das Caieiras. O município estava nascendo. Homem bom, magnânimo, Vasco Fernandes Coutinho quis, também, premiar os seus auxiliares e a forma que encontrou foi dar-lhes parte da terra que El Rei lhe tinha destinado. Foi assim que dom Jorge Menezes ficou com a Ilha do Boi e Duarte Lemos com a Ilha de Santo Antônio. que não era menos que a própria ilha de Vitória.