
Um dia eu precisei renunciar, desistir, me afastar. Precisei parar de me enganar. Um dia eu tive que acordar de um sonho que eu teimava em sonhar. Tantas renúncias eu já enfrentei, mas só de uma eu nunca me recuperei. Renunciar é um ato de coragem mas de que vale tanta dignidade e até mesmo a tal vaidade se na renúncia mora a infelicidade? Renunciar é, de certa forma, se despedaçar, se violentar, se sacrificar, mas quem dará valor a essa nossa decisão? Talvez poucos a entenderão pois é apenas dentro do nosso coração que reside a nossa compreensão. Só nós conseguimos avaliar aquilo que não costumamos exteriorizar. Renúncia é um caminho que ninguém quer escolher mas que muitas vezes é obrigado a trilhar, é um caminho que não se deseja conhecer e é um caminho do qual não se tem como voltar pois vai sumindo atrás de nós após cada passo que conseguimos dar.