
Assumir a empresa da família vai muito além de ser filho do dono. Para Hugo Garrote, quem está se preparando para a sucessão precisa construir sua própria trajetória, buscar experiência fora da empresa, aprender a ser liderado e voltar com humildade para conquistar seu espaço. A sucessão familiar também exige respeito por quem construiu a história da empresa. Afinal, o fundador não construiu tudo sozinho. Existem colaboradores que dedicaram décadas de suas vidas ao negócio e que também carregam um forte sentimento de pertencimento e amor pela empresa. O desafio está em encontrar o equilíbrio entre honrar o passado e preparar a empresa para o futuro. Porque nem tudo que trouxe uma empresa até aqui será suficiente para levá-la adiante. E, para Hugo, existe uma diferença fundamental: não basta ser herdeiro. É preciso se tornar sócio.