
Como algumas ideias científicas desenvolvidas na Babilônia e Egito influenciaram gerações de pensadores modernos. A filosofia grega, e portanto a ciência grega, começou na Iônia, na região de Mileto, no século sexto aC. A Jônia está na extremidade oeste da Ásia Menor, de frente para a Grécia, mas em contato direto com a babilônia e com o Egito. As rotas de comércio através da Síria e Lídia levavam diretamente à Iônia. A Jõnia era o ponto no continente mais próximo à ilha de Creta e de lá vieram as ideias orientais que deram origem à filosofia grega. O primeiro filósofo cujo nome, embora não por seus escritos, chegou a nós foi Tales (640-546 aC). Ele aprendeu geometria e astronomia no Egito. Foi o primeiro grego a se interessar por ciências. Ele tomou emprestadas as medidas práticas de terreno dos egípcios, a astrologia dos babilônios, e as generalizou em ciências. A ele ocorreu a questão que ocupou as mentes dos filósofos gregos por gerações: pode tudo ser tratado como uma única realidade, aparecendo em diferentes formas? Sua resposta estava na afirmativa, e ele encontrou essa realidade única na água. Ao contrário dos babilônios, que a mantiveram no campo da mitologia, ele buscou provar suas ideias. TALES: água podia evaporar, condensar, congelar, e assim deveria ser a origem de todas as coisas. O pensar partindo da observação tornou-se o padrão de pensamento grego. Anaximandro (611-545 aC), um pupilo de Tales, generalizou o conceito da fonte primordial ainda mais. Para ele a origem de todas as coisas era o appeiron, o indefinido e infinito. O appeiron deu origem aos mundos, os quais também possuíam calor e frio, ou seja, os opostos surgiam da matéria primordial. A ideia de fluidez entre uma forma e outra de matéria também foi incorporada ao pensamento grego posterior. A ideia foi expandida por Anaxímenes (546-528 aC), por sua vez um pupilo de Anaximandro (611-545 aC). Anaxímenes descobriu a matéria primordial no AR, essa matéria original ainda porta alguma semelhança com o caos primitivo do qual as forças físicas produziram o mundo visível. O AR está sujeito aos processos reversos de condensação e rarefação. A rarefação do ar produz o fogo; a condensação leva à formação de água, terra, e pedras.