
No dia 13 de julho, o mundo todo celebra o Dia do Rock. Inclusive a China. O gênero musical, que carrega rebeldia e contestação, surge no país asiático nos anos 1980 e, desde então, tem uma cena consistente, com estilos diversos, gravadoras potentes e até artistas estrangeiros integrando bandas locais. Para entender esse cenário, o programa traz dois entrevistados. A primeira é Zi Wei, chinesa, professora de mandarim e doutoranda na Letras USP. Ela conta como descobriu o rock ainda adolescente, quais artistas marcaram sua trajetória e relembra nomes como Hou Muren e Cui Jian, considerados os precursores do rock. Zi Wei também fala do movimento em Taiwan e Hong Kong, com destaque para Luo Dayou e a banda Beyond, além de cantar trechos de músicas chinesas e brasileiras — incluindo Rita Lee. O segundo entrevistado é Alê Amazônia, músico brasileiro que vive em Xangai e toca bateria na banda chinesa Oh Dirty Fingers. Ele comenta como a pandemia afetou o mercado musical, explica o que é “ser mainstream” na China e fala sobre o livro que escreveu durante o isolamento: Mil olhos, mil braços: relatos de um punk na China vermelha, publicado pela editora Autonomia Literária. No livro, Alê reflete sobre rebeldia, censura, festivais e o futuro do rock chinês. Momento China USP O Momento China USP vai ao ar toda quarta-feira, às 13h30, pela Rádio USP 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer.