
De acordo com a ONU MULHERES, vieses inconscientes são “as preferências que ficam escondidas no inconsciente e que influenciam as atitudes, as percepções, os julgamentos e as ações das pessoas sem que elas percebam que estão dando vantagem para um determinado aspecto”. Para se avançar no árduo processo de desconstrução cotidiana das discriminações entre as pessoas – principalmente as sexistas, racistas e LGBTfóbicas, já que são os fatores que vão influenciar sobremaneira as assimetrias de poder e oportunidades no transcorrer da vida, impedindo o avanço da luta pela conquista de uma sociedade pacífica, justa e equitativa –, faz-se necessário identificar as barreiras invisíveis que influenciam o dia a dia nas principais rede de relações, como a escola, a família, a igreja, as mídias, levando em conta principalmente os vieses inconscientes que são as barreiras invisíveis dos preconceitos. Além das desigualdades de poder e oportunidades entre as pessoas, tais assimetrias são responsáveis por estatísticas assustadoras de violência contra mulheres e meninas (agressões, estupros, assassinatos, feminicídios), incluindo os recortes de raça e identidades de gênero nessas vítimas. Essas estatísticas estão detalhadas no podcast 7. Ninguém nasce com preconceito e com tendência à discriminação. Trata-se de uma construção social, que é reforçada pela cultura e vem sendo mantida historicamente, nos diversos âmbitos da vida pública e privada, como família, escola, igreja, meios de comunicação de massa, redes sociais, etc.